| Evasão em EAD é menor do que em cursos presenciais |
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Índice de abandono é de 18,5%. No Ensino presencial, chega a 19,1% Evasão na modalidade a distância é menor do que a do ensino presencial. Enquanto 18, 5% dos alunos que ingressam nos cursos de EAD não concluem a graduação, o índice da desistência nos programas presenciais das instituições privadas é de 19,1%. Os dados foram apresentados durante o 16º Congresso Internacional de Educação a Distância, na tarde desta quarta-feira, 1° de setembro, em Foz do Iguaçu, no Paraná. O evento será realizado até 3 de setembro. Ainda que os números da EAD sejam favoráveis se comparados ao panorama da educação presencial, Bruno Jorge, assessor de diretoria do Cesumar (Centro Universitário de Maringá), afirma que o índice de evasão tem acompanhado o crescimento do setor. Segundo o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), em 2008, 430.259 estudantes ingressaram em programas de educação a distância, mas apenas 70.068 se graduaram. Em 2002, a proporção era de 20.685 ingressos para 1.712 concluintes. A maior incidência de desistências, de acordo com Jorge, está no primeiro ano do curso. Para comprovar essa afirmação, ele apresenta a experiência do Cesumar. "Entre aqueles que abandonam a graduação, 43,07% estão no primeiro semestre, 25,13% no segundo período e 24,81% nas demais fases da graduação", aponta o assessor. Os motivos que levam os alunos a abandonarem a graduação são os mais variados, mas Elton Ivan Schneider, representante da Facinter (Faculdade Internacional de Curitiba), aponta os fatores financeiros como principais responsáveis pela alta do índice de evasão. "Seja porque ele está em atraso com a mensalidade - que dificulta e impede o processo da rematrícula - ou porque não terá mais condições de arcar com os custos do curso", relata ele, que cita ainda o desconhecimento em relação ao funcionamento da educação a distância como outra influência ao abandono. "Muitos optam pela modalidade por julgá-la mais fácil do que a presencial. Mas, quando iniciam o curso, percebem que o processo de Ensino é complexo e requer dedicação", explica. Schneider acrescenta outras justificativas usadas por aqueles que não conseguem completar os estudos: não ter gostado do material ou do professor e não ter se adaptado ao modelo. Analisando todas essas influências, Bernadete Cordeiro, diretora de graduação virtual da UCB (Universidade Católica de Brasília), recomenda que as instituições de Ensino invistam na divulgação de informações sobre o processo de ensino-aprendizagem da modalidade com a estruturação da comunicação interna e externa. "Estudantes bem informados não reclamam. Portanto, deixe bem claro a característica acadêmica da universidade", orienta ela. Além disso, a professora aconselha a oferta de serviços integrados, criação de políticas de preços mais razoáveis, adoção de disciplinas voltadas à adaptação dos estudantes, valorização da atuação dos professores em todos os processos de Ensino e a estruturação de materiais didáticos mais atrativos e funcionais, assim como o investimento em apoio tecnológico. Ainda que Jorge partilhe da opinião de Bernadete ele acrescenta a necessidade das instituições aperfeiçoarem os processos de captação de alunos. Fonte: Universia |