| Romero Tori defende prática da ‘Educação sem Distância’ |
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Débora Thomé “Talvez estejamos em breve pedindo aos alunos que liguem seus celulares em vez de desligá-los”. A previsão, que também pode ser encarada como uma sugestão, é feita pelo professor e escritor Romero Tori. Na verdade, a frase resume, a grosso modo, as expectativas do educador, que acaba de lançar o livro ‘Educação Sem Distância – as tecnologias interativas na redução de distâncias em ensino e aprendizagem’ (Editora Senac São Paulo e Escola do Futuro), onde procura demonstrar que as barreiras entre métodos de ensino podem e devem ser quebradas. Professor do Centro Universitário Senac e da Escola Politécnica da USP, Tori mostra, em 16 capítulos, como aproximar alunos e professores para melhor aproveitamento de ambientes e conteúdos, além de discutir os conceitos de presença, distância e interatividade, e as tendências da educação a distância – daí a “criação” do termo ‘educação sem distância’, como ele defende. “O que se deve almejar é uma educação ’sem distância’, seja na sala de aula, no laboratório, no ambiente virtual, ou, melhor ainda, numa mistura desses cenários.” Ainda segundo o autor, a educação deve convergir no futuro para uma única forma de ensino que combine interação virtual, encontros pessoais e uso de tecnologias, como realidade aumentada e jogos – que poderão ser aplicadas em qualquer tipo de curso. “Instrumentos como multimídia, hipermídia e jogos possuem grande potencial no segmento educacional, que vão desde a apresentação de conteúdos multimídia até a interação entre aluno e professor – ou entre aluno e aluno, ou entre aluno e conteúdo. Na educação apoiada por essas tecnologias, as ferramentas digitais assumem papel de destaque e oferecem novas formas de trabalho e aprendizagem”, disse. A partir de sua longa experiência no uso e na implantação de ambientes virtuais de apoio à aprendizagem, Tori acredita que a EAD tenderá a sumir. “Calma (risos), não estou dizendo que a educação virtual acabará, pelo contrário. À medida em que as tecnologias interativas forem mais e mais incorporadas à educação, as distâncias se tornarem cada vez menores e imperceptíveis e o blended learning se tornar comum, não haverá mais sentido em se falar em ‘Educação a Distância’ ou em ‘Educação Presencial’. Teremos apenas Educação”, explicou o professor. O livro de Tori traz um capítulo especialmente dedicado ao blended learning, conceito que busca a harmonia entre as atividades virtuais e presenciais. Para o autor, essa é uma tendência mundial, que pode aumentar a sensação de proximidade na aprendizagem a distância: “Uma vídeo-conferência, por exemplo, pode integrar aluno e professor e um chat promover mais interação entre alunos”. Livre-docente em tecnologias interativas, Tori destaca, ainda, que a America Society Training and Development, a mais importante associação do mundo destinada ao treinamento profissional, coloca o blended learning como uma das tendências da indústria do conhecimento. “À medida que cursos tradicionais ampliarem a utilização de recursos virtuais e cursos a distância incorporarem mais atividades presenciais ao vivo, ficará cada vez mais difícil de separar essas modalidades”, definiu. Fonte: Folha Dirigida - Educação a Distância |