| Seminário apresenta Bleanded Lerning como tendência |
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Veja dicas de como utilizar as tecnologias a favor do ensino flexível E-learning, Bleanded Lerning e b-Learning. Ainda que esses termos sejam comuns no Ensino Superior virtual, Beatriz Fainholoc, do CEDIPROE (Centro de Diseño, Producciión y Evaluación de Recursos Multimediales para el Aprendizaje), na Argentina, garantiu que falta competência entre gestores para utilizar tecnologias a favor da educação flexível. O depoimento foi destaque no terceiro painel do 1º Seminário Internacional GUIDE (Global Universities in Distance Education) de Educação Superior Virtual, realizado na tarde desta quinta-feira, 14 de outubro, em Florianópolis. A escolha da tecnologia, segundo Lorenzo García Aretio, da UNED (Universidad Nacional de Educacíon a Distancia), na Espanha, deve estar associada ao modelo da instituição de Ensino Superior. "De um lado, as IES unimodais que atuam exclusivamente com o ensino presencial ou com educação a distância. Do outro, as bimodais que integram estudos presenciais e a distância, com opções de programas semipresenciais ou totalmente a distância", explicou ele. Entre os sistemas mais tradicionais da educação superior virtual, Aretio aponta o e-learning, para os processos que não exigem a relação presencial, a EAD, para aquelas que obrigam a presencialidade, além de sistemas de tutorias presenciais voluntárias e obrigatórias. "Processos distintos, mas que podem conviver numa mesma instituição de ensino", disse ele, que defendeu que a efetividade e a qualidade dos processos não dependem do tipo de tecnologia, tampouco do modelo adotado. "Essa relação está ancorada no projeto pedagógico, no uso adequado dos recursos, na coerência entre tecnologia e conteúdo, na capacitação e motivação da equipe e nas parcerias", relacionou o espanhol. Ilaria Mascitti, da Universitá degli Studi Gugliemo Marconi, Itália, concordou com Aretio e acrescentou a necessidade de desmistificar o mito de que a tecnologia seja o grande responsável pelo processo de aprendizagem a distância. "É preciso dar ênfase a qualidade do conteúdo, aprender a ensinar, a aprender e a desenvolver o pensamento crítico. Não temos de saber tudo, mas precisamos ao menos saber aonde encontrar o que precisamos", apresentou ela. Apesar disso, Beatriz recomenda o uso do blended no Ensino Superior. O modelo, derivado do e-learning, também conhecido como b-Learning, refere-se a um sistema de formação em que grande parte dos conteúdos é transmitida em curso à distância, normalmente pela Internet, mas que inclui necessariamente situações presenciais. "Ao mesmo tempo em que abre o caminho para a pesquisa e a inovação no setor, o b-learning ainda enfrenta carência em pontos de referencia", ponderou a professora da CEDIPROE. De acordo com Beatriz, a implantação do modelo exige alta profissionalização. Ela acrescentou que, diferente do que muitas instituições pensam, e-learning não é utilizado tão somente para a redução de custos. "Muito pelo contrário, ele é caro, pois exige a contratação de profissionais altamente qualificados. Inclui ainda o custo de produção e o investimento em tecnologia", ressaltou. A combinação do presencial com o virtual, para a professora do CEDIPROE, deve respeitar a flexibilização do ensino e a natureza de cada instituição e cada curso. Betariz recomendou ainda que as instituições explorem as potencialidades da web 2.0 e das TICs (Tecnologias da Informação e Comunicação), bem como se abram, se comunique e dialoguem em um espaço de internacionalização. *A repórter viajou a convite da UnisulVirtual. Fonte: Universia |